17 de jul de 2015

4 anos se passaram

Dia 17 de julho de 2011.  Há 4 exatos anos, uma caminhada no parque, que acabou no hospital.

Hoje faço um balanço do que passei esses anos, principalmente do que vivi no meu primeiro ano de recuperação.

O intuito do meu blog foi sempre o de motivar aqueles que passam por provações físicas, sequelas de um AVC, que chega sem dar sinal, virando nossa vida de ponta-cabeça.

Faço sempre um resumão nessas datas, pra quem pegar o blog nesse momento. Mais uma vez repito que é muito legal ler o blog do início, quando fiz o meu pequeno primeiro post em outubro de 2011.  Minha força e habilidade física não me permitia um texto logo, e a minha cabeça não me proporcionava idéias claras à época.

O que posso dizer é que tudo passa.  Pelo menos acredito que devemos pensar assim.  Se esforçar ao máximo para a melhora própria.  Nada, nada vai acontecer enquanto ficar de braços cruzados, ou melhor, de braços parados por conta do AVC, esperando que de um dia pro outro seu dia volte a ser como era antes do derrame.

Aliás, seus dias nunca mais serão os mesmos.  Saber conviver com sequelas físicas, se adaptar a elas e passar a ter uma nova perspectiva de vida, acredito ser um bom início para não nos abater pelos acontecimentos de nossas vidas.

Muitos podem falar pra mim: "fácil pra você, que se recuperou e hoje não tem sequelas".  Escuto pacientemente esse tipo de crítica, e entendo a revolta que vem da pessoa.  Já estive numa condição semelhante a da pessoa, se não pior.  

Passei por tudo de cabeça erguida e foco MUITO bem definido. Eu queria ficar boa.

Nem uma recidiva que tive de um cancêr, seis meses depois de dois AVCs, me desanimou.  Não vou falar que não fiquei triste no momento.  Sim, fiquei. Preocupada também.  Afinal de contas, também tenho medos, angústias e inseguranças como qualquer um.

Sim, passei por uma cirurgia MEGA delicada.  Meses depois, continuando ainda meu tratamento contra o câncer, ainda passei por quimio e por radioterapia.  Fiquei careca.  Tive dores insuportáveis no meu corpo por conta do tratamento, corpo que já estava fragilizado pelas sequelas de dois AVCs.  Nunca interrompi minha fisioterapia. Reduzi sim a carga horária de exercícios, porque meu organismo que não aguentava muitos estímulos. Era muito sacrifício para um corpo só.

Hoje, quatro anos depois, tudo passou.  Me considero um milagre ambulante, que se recuperou muito bem.  A vida voltou ao ritmo normal, os dias voltaram a fluir no seu tempo.  Em alguns momentos até parece que nada aconteceu, mas logo volto a me lembrar desse desafio que superei.

O que posso mais uma vez repetir é que com determinação, foco, profissionais preparados e comprometidos com a minha melhora, eu consegui. Não falo para me gabar, mas para mostrar que consegui, e para mostrar a quem lê meu blog por aqui, que não desanime.  A luta é difícil, mas só vai se tornar menos difícil se você (ou seu amigo/a, irmão/ã, mãe, pai, avô/ó) encarar ela de frente e mostrar a sua vontade de vencer é maior.

Um brinde à força de vontade!  Tim-tim!

8 comentários:

  1. Adriana, meu pai sofreu um AVE hemorragico ha 14 dias. A hemorragia foi mt grande, do lado direito do cérebro. Hj ele está destubado, fazendo hemodiálise diária (pois os rins pararam), e não se mantém acordado. Qnd falamos com ele, ele abre um pouquinho os olhos, questão de segundos, e fecha de novo. Parece muito cansado. Alguns medicos dizem que é normal, dada à gravidade dele. Outros dizem que já era pra estar totalmente acordado. Ele não está recebendo sedativos. Não sei mais em que médico acreditar. Vc que passou por isso: se sentia com esse cansaço incontrolável?

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    1. Ana, acredite nos médicos. Eu não passei por isso, mas a minha neuro me explicou à epoca que é muito comum trocar a noite pelo dia.
      Espero ter te ajudado um pouco...

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  2. Bom dia, meu pais sofreu um AVC Isquêmico muito grave (o lado direito do cérebro praticamente se foi) a quase dois anos, mais precisamente em Novembro/2013, perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo, e até hoje ele não consegue sentar sozinho e nem andar, apesar de fisioterapia constante (seg. a sáb.). Enfim, pelo que você passou, existe chances dele voltar a andar? Dizem que após 01 ano é muito dificil voltar andar e o neuro que acompanha ela não nos dá um parecer claro...

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  3. Há 11 meses, tive um ave
    ainda não moviment o braço nada,mas acredito na cura cm luta e sigo

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    1. Força nessa luta! Você ainda melhorará, com certeza!

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    2. Obrigado Dri, perdoe-me a intmidade, mas sempre fui assim e lendo seu blog tive uma quase imediata integração com vc..... eu tive um isquêmico que me deixou seqüelas do lado esquerdo, exatamamente no dia das mães de 204 bem a mulher com que eu vivia na época me abandonou exatamente uma semana depois da minha alta deixando-me na casa de minha mamãe a que eu dev tud inclusive a enorme dose de paciência para suportar meus acessos de revolta que graças hoje são bem menres mas eu ainda as tenho, e venho me recuperando lenta e gradativamente já conseguindo caminhar pequenas distancias sem o uso de bengala nem cadeira de rodas, já tomo banho em pé apesar de ainda me apoiar nas paredes do banheiro.... mas abandonei já a algum temp aquela bendita cadeira de banho e banheiro, mas com relação ao caminhar, ainda não tenho uma boa segurança pelo fato de não ter ainda os movimentos do braço e mão esquerdos o que nos faz inconsientemente ter um certo medo de andar mais normalmente pelo inconsiente medo de sem quere tropeçar e a mão e o braço não responderem para prtegernos da queda, gostaria de morar pero de uma praia para poder tentar andar normalmente pela areia para assim voltar a treinar o cérebro de forma a ele fazer com que meu corpo voltasse a ter s movimentos de caminhada normalizados mais rapidamente.... ica aqui uma ideia de conversar com algum proprietário de uma academia de artes marciais onde talvez pudesse andar sbre o tatame sem o risc de tropeçar e cair ocasionando machucados pelo corpo que não esta protegido pelo movimento natural dos braços que nos impedem de estatelarmos nosso corpo no chão agindo como amortecedores de proteção para tronco, cabeça e outras partes menos protegidas de nossa anatomia....

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    3. Marcee,
      esse seu medo de cair é super normal... Procure caminhar em lugares seguros, sem irregularidades no piso (como em um shopping), de preferência em horários de pouco movimento. Vá com a bengala, e tire conforme você ganhe confiança. Treinei muito nesses lugares, pois o piso regular me dava a segurança de saber como seria o próximo passo.

      Todas as nossas vitórias temos que comemorar. Não deixe esse medo de cair, de não conseguir fazer o que você quer, te dominar. É possível superar essa condição com persistência!

      Boa sorte!

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  4. TAMBÉMTENHOMUITO MEDO DECAIRVOUSEGUIRSEU CONSELHOADRIANA,TIRARABENGALA AOS POUCOS.OBRIGADO.MARCELLOFONSECA

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