29 de mar de 2012

Ausência


Ficarei um tempinho, 1 semana, sem publicar novos posts.

Vou recarregar as baterias numas "férias" merecidas.

Em breve, retorno!

Boa Páscoa!!!

Exercício para Memória - AVC

Sim, ua coisa que acontece comigo atualmente é manter a tal de memória mais recente.

Sinto isso nitidamente.  Não se trata de esquecer tudo, tipo amnésia.  Mas sim esquecer determinada tarefa, leitura recente, sequência de exercício, etc, logo em seguida.  Como se você estivesse naquele momento com 20 mil tarefas, e que por falta de prestar atenção você acaba esquecendo algo.

É esforço, é treino.  Tenho que exercitar, me esforçar mesmo para lembrar. 

Já melhorei, e muito.  Já saio de casa com tudo no "esquema".  Se esqueci de pegar o celular, volto ainda a tempo para pegá-lo.

Até na fisioterapia tenho exercitado isso.  A fisio "N" me passa uma sequência, me passa outra sequência.  Me passa 5 (por exemplo).  Depois pede para eu fazer as cinco sequências, com um determinado tipo de contagem.  Não é fácil. 

Me concentro.  Erro.  Acerto.  Mas vou no limite até conseguir fazer.  Se erro, começo tudo do início.  Vou assim até conseguir completar a tarefa a contento.

Estímulos mil acontecem dentro da minha cabeça com esse simples exercício.  Aos poucos vou sentindo melhora na concentração, na memória, na coordenação, na execução.  Tudo, enfim.

Isso sem esquecer dos exercícios físicos, que acontecem concomitantemente.  Exercito melhor o ritmo.  Faço as tarefas aos poucos de forma mais harmoniosa.

Desafios.  Tento sempre me lembrar que toda a minha evolução se deve aos desafios que encaro, que estou pronta pra superá-los.  Na hora certa tudo acontece.

Se hoje não foi possível determinado exercício, amanhã será.  Não pauto de forma alguma minha recuperação no que não consigo fazer ainda.  Sei que em breve farei aquilo que me falta.

Acho que por isso mais e mais pessoas acham que não tive nada.  Não viverei a sombra do que aconteceu comigo em julho de 2011.  Aconteceu, passou, investigarei, e pronto.  Não viverei essa condição.

Não estou ignorando, maquiando, um problema que tive.  De forma alguma.  Mas vejo que mais do que nunca tenho que ser prática e me sentir previlegiada por ter uma recuperação dos 2 AVCs tão impressionante.

26 de mar de 2012

Caminhadas - AVC

Dia desses fui dar uma caminhada na minha quadra com o meu fiel escudeiro Juca.  Precisando queimar uns pneuzinhos!  (eu não, ele!!!!!)

Eis que no meio da caminhada eu reparo num novo fato:  andando sem necessariamente olhar para o chão.  Subidas, descidas, obstáculos naturais, tudo sendo muito bem administrado.

"Orgulho dessa menina!", dizia eu para mim mesma.  Quando comecei a caminhar na quadra não tirava os olhos do chão, nem por um segundo, com medo de me espatifar (ainda mais sem reflexos).  Hoje me sinto muito mais segura, tanto é que reparei isso já no meio do caminho.

Essas conquistas são sem dúvida muito gratificantes. 

É lógico que não irei brincar de cabra-cega na quadra, nem sou doida  de tentar, rsrsrs.

O pé ainda procura lugar seguro para pisar, mas agora já é por conta dele.  Nada de pisadas em falso.  Tudo bem que outro dia eu calculei mal uma escada... Calma!  Não, eu não cai.  Mas tive que dar um passo maior que o normal.

Reconhecimento espacial do terreno.  Acho que é isso que meu cérebro está fazendo, se aperfeiçoando.

Cada vez a atenção está mais automática.  Ainda tenho sim que "mandar" o comando para a minha cabeça, tipo "Perceba o caminho pela frente, os obstáculos, a textura, etc...".

Tudo vai se encaixando de forma misteriosa e silenciosa nessa minha caminhada (digo, recuperação).  Quando me lembro de quando voltei a andar, nem dá pra acreditar como estou hoje.


22 de mar de 2012

Impostação de Voz - AVC

Já tem mais de mês que tive alta da minha fono.

Tudo começa a fluir fácil, mas percebo também que é um exercício contínuo, que cada dia que passa percebo uma melhora na minha voz.

Minha impostação de voz melhorou muito.  Já consigo falar com mais força do que antes.  O que antes era como uma voz fraca, hoje já consigo dar intonação, com mais propriedade do que antes.

Não, ainda não posso falar como estou gritando, se bem ou não... rs

Não exija muito!  Já sou de poucas palavras! 

Pelo que percebo, acho que na hora de um grito ainda faltará um pouco de força.  Nada como a constância dos exercícios para melhorar isso.  Também não faço questão de ficar botando os pulmões e as cordas vocais para trabalhar assim!

As palavras já estão mais próximas na hora de formular uma frase.  Tenho horas que ainda confundo algumas palavras.  Não, não é trocar palavras! Tá mais para esquecer como se fala determinada palavra (gente, sinto isso em palavras mais "elaboradas")...

Minha amiga "M" já presenciou umas dessas trocas minhas.  Nada como alguém que entende o que você quer falar para te ajudar numa hora dessas!

Quando estou mais cansada, sinto também que a língua se enrola.  Fica mais pesada na boca.  Penso que é como academia:  no início você sai da aula morta de cansada, mas depois é tranquilo.  Nada como o condicionamento.

Bem que minha fono "R" disse para eu tê-la como minha personal trainer para a minha boca.  Verdade.  Quem nunca passou por uma situação parecida não dá para dimensionar isso. 

Todas as percepções mudam.  A gente passa a reparar mínimas melhoras, nas mínimas dificuldades, nas mínimas diferenças.  Quem está fora da situação pouco repara nessas sutilezas do dia-a-dia.


20 de mar de 2012

Sincinesia - AVC

SINCINESIA.  Esse é o palavrão do momento.

Ralei pra lembrar da palavra. Vinha tudo na minha cabeça: cinesia, sinesia, etc, tudo menos sincinesia.

Pra tentar explicar do que se trata, tentarei explicar de forma bem simples (nem sei se estou me expressando corretamente)...

Sincinesia ocorre quando os membros comprometidos, podendo ou não mover-se pela vontade, apresenta movimentos involuntários, relacionados a movimentos voluntários ou não do lado oposto.

Tipo: ao coçar uma região, logo minha mão direita abre.  Bocejei, logo minha perna direita apresenta um ligeiro tremor...

Minha fisio "N" me explicou esse fenômeno de forma bem fácil, de fácil compreensão. 

Esse fenômeno indica que ainda há uma lesão em determinados neurônios.  Como eu "recrutei" neurônios vizinhos para executar determinadas tarefas,o que aconteceu??? Eles acabaram acumulando funções, não conseguem ainda não associar determinado movimento isoladamente.

Quando ativo uma área, sem querer ativo a outra área também.  Mutcho lôco nosso cérebro, não???

Fazer o que...  Vou tentar corrigir isso com ela, ou passar a conviver... Sei lá...  Ainda não tenho idéia do que é possível fazer, mas assim que souber, "falarei"...

Acho que isso nos dá uma pequena noção do quanto não conhecemos nosso cérebro.  O quanto ele está pronto para exercer sua plasticidade...

De onde menos se espera, é de onde muita coisa acontece...

19 de mar de 2012

Equipe multi-disciplinar - AVC

Outro dia fui dar um depoimento sobre a minha recuperação para uma turma de pós-gradução sobre reabilitação neurológica. 

O foco que tentei dar no meu relato era sobre a importância dos profissionais que trabalham em uma reabilitação trabalharem em conjunto, e não isoladamente.

Acredito que os pacientes em recuperação pós-AVC só tem a ganhar com essa abordagem.

Minha fala (fono) não se recupera sem o meu pulmão (fisio), meu braço não evolui sem focar o que mais uso em minhas AVDs (fisio+TO), meu humor depende de tudo isso junto com o meu terapeuta, etc. 

Não, não estou dizendo que é uma tarefa fácil, mas que temos que pensar nisso, se não passar para os profissionais que estão tomando conta de nós, ahhhh, isso temos! 

No meu depoimento usei um exemplo mais simples para entendimento, afinal de contas articular pensamentos ainda me deixa meio sem nexo, os de "cacos" sendo colados ao mesmo tempo.

Não vejo possível uma recuperação sem pensar no todo.  Pode até existir, mas será mais lenta, sem sombra de dúvida.

São muitos os aspectos a serem abordados em uma reabilitação dessas, e não podemos deixar de lado nenhum deles se estamos em busca de uma plena recuperação.

Sim, a equipe que o atende tem que ter um objetivo em comum:  o paciente!  Tenha em mente que quem sairá ganhando será o paciente, e também o profissional sairá satisfeito com o resultado de um trabalho em equipe.

Não temos como separar os profissionais numa hora dessas.  Tudo, mas tudo mesmo, está interligado no final.  Aprendi tanto ao longo desses 8 meses, que não dá pra ignorar, não dá pra alertar.

Sim, me sinto abençoada por ter tido, e ter, uma equipe tão voltada para mim nesse momento.  Não podia ser diferente.  Preciso deles para minha plena recuperação.  Me sinto motivada ao ser motivo de orgulho para tantos que me acompanharam.


Tenho certeza que o Ricardo Gomes também fez isso!  Li uma reportagem emocionante na Veja, que narra a recuperação desse fenômeno.

Nós somos a parte central desse trabalho.  Precisamos saber o que pedir aos profissionais que nos assistem em um momento tão difícil!



16 de mar de 2012

Fonte: Faça Fisioterapia - AVC



Como havia comentado, passo uma série de informações mais técnicas sobre a recuperação pós-AVC.

Fases de Recuperação - consoante com a OMS, 2003.


Boa leitura!

15 de mar de 2012

Braço direito - o retorno - AVC

Não quero deixar um ar meio desanimado quanto a recuperação do meu braço.

Nem dá pra acreditar em como ele está hoje, em comparação ao passado.  Mobilidade 90%  (fiquei meio assim de colocar 95% - perfeccionismo).

Já consigo pegar/deixar coisas em uma prateleira mais alta.  Minhas dores no ombro melhoraram e muito.  Não consigo isolar um fator específico: se foi a fisioterapia, a acupuntura, o tempo, a TO, minhas AVDs (Atividades de Vida Diária), o que foi realmente essencial para a minha recuperação do braço.  Acho que é tudo associado.

Sabe aquela força-tarefa focada em recuperação do braço?  Acho, tenho quase toda certeza, que foi isso.  Não deixei um dia passar sem que eu pensasse em melhorar, sem que eu forçasse um pouquinho além (mesmo sem evoluções muito nítidas).  Todo dia é, e continua sendo, um desafio.

Volta e meia me pago sem saber o que fazer com o braço, onde coloco, como mexo, etc.  Comecei a reparar nas pessoas como elas se comportam com o braço delas.  Afinal de contas eu fazia tudo sem pensar...  Não só eu, mas você também...

Tenho a tendência de colocá-lo "descansando" na minha bolsa a tira-colo.  Não quero continuar com esse padrão, pois nunca fiquei assim... Acho que o que está acontecendo é falta de referência (mas ela existe em algum lugar dentro de mim), da real percepção de como o braço fica quando fazemos nossas tarefas.

O normal é fazer sem pensar.  Mas eu não me encontro nesse momento.  Uma hora acontece.  Sei que acontecerá!

Como uma orquestra ambulante, eu acho que tem alguns momentos que posso estar exagerando no uso dos braços/mãos.  Como uma italiana, "falo" muito (se é que posso dizer MUITO) pelos braços/mãos.

Adquirindo essa nova nacionalidade, acredito que retomarei os movimentos antes mesmo do que eu imagino.

Consequentemente, meus dedos ainda estão desinchando.  Já voltei a ter o formato do dedo meio "torto" como sempre tive.  Alívio quando eu vejo.  Estava "agoniada" com aquele meu dedo totalmente linear, reto.

Posso dizer que cumpro com orgulho o que minha amiga "C" pediu logo quando cheguei em casa com o meu lado paralisado.  Já consigo "dar" o dedo pura e simplesmente, já consigo "dar" o dedo sem aquele mega esforço!  Mas agora é sempre por  motivo de comemoração!

12 de mar de 2012

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Redação - AVC

Essa semana resolvi fazer um teste.

Já que tava rolando a prova do Senado Federal, lá fui eu fazer a prova.

Não, não estudei para a prova, caso você esteja se perguntando.  Fui fazer um "test-drive" como portadora de deficiência, por ter ainda meu braço comprometido pela hemiplegia.  Pedi, na hora da inscrição do concurso, auxílio para o preenchimento do cartão de respostas, além de tempo extra, caso fosse necessário.

Sim, já mexo muito bem o meu braço, mas é um esforço para se escrever que você não imagina.

Lá fui eu fazer a prova.  Sem comentários, difícil demais. 

No rascunho fiz a minha marcação das múltipas escolhas, e comecei a redação...  Ahhh, a redação.

Como tinha que escrever, me deparei com uma grande dificuldade.  Ainda estou muito lenta para escrever, o que me faz cansada muito rápido.  Mas lá fui eu...

Reparei que quando estou escrevendo aqui no blog, minha redação fluiu bem, mas na prova.... F...  Não é pelo nervosismo que seria esperado, porque nervosa mesmo eu não estava.  Foi pela diferença entre o meu pensamento e a minha escrita.

Começava uma frase na minha cabeça.  Quando começava a escrever, lá pela terceira palavra eu me esquecia do que antes havia pensado.  Desafio mesmo...

Minha escrita ainda está MUITO lenta.  E provavelmente meus neurônios ainda estão meio "Tico e Teco".

Quando estou escrevendo aqui é mais fácil manter a lógica, pois digito mais rápido.  Posso escrever besteira também, mas flui muito melhor.

Quando me deparei ao escrever a "20km/h", manter a linha de pensamento foi muito complicado.

Conclusão, depois de duas discursivas, saí da prova exausta.  Só queria a minha cama para descansar.

Acho que deveria ter um computador para realizar a prova.  Sem corretor ortográfico, lógico.  Tipo esse aqui que faço o blog.  O corretor é para outra língua, então o tupiniquim aqui escrito é da minha cabeça mesmo.

Valeu a experiência.  Foi importante perceber que até mesmo preparo físico eu não tenho para uma prova dessa magnitude.  Cinco horas, dentro do tempo regulamentar, deixa qualquer um exausto.  Para mim, foi punk.

Serviu para uma coisa: continuar a escrita em casa.  Tudo bem que hoje é tudo pelo computador, mas tenho que escrever!

9 de mar de 2012

Tsunami - AVC

Esse fim de semana, mais precisamente no dia 11 de março, faz-se um ano da grande tragédia japonesa, o Tsunami.

Acho que com esse símbolo, consegui me posicionar bem no que venho passando.

Em plena recuperação do meu AVC, graças a Deus muitíssimo bem encaminhada, recebi uma notícia que não me deixou muito feliz, mas que enfrentarei de cabeça erguida mais uma vez.

Terei que fazer umas sessões de quimio, devido a uma recidiva que estou passando.

Fiquei alguns dias meio silenciosa quanto ao assunto, acho que "ruminando" a história.  Até que uma dia ao assistir o "Bom Dia Brasil", me deparei com uma reportagem sobre 1 ano do Tsunami.

Não, não é uma data comemorativa.  Mas mexeu comigo.  Uma frase me fisgou: "encararam com dignidade mais uma adversidade".

Acho que isso me resume, me representa!

Não queria misturar nesse blog "alhos com bugalhos".  Mas pensei bem.  Existem inúmeros blogs sobre o assunto, mas eu ainda acho que nenhum apresenta uma caso similar ao que estou passando.

Então lá vou eu!  Arregaçar as mangas e continuar a luta!

Essa frase realmente mexeu comigo, acho que me serve como uma luva!  Me direcionou em como conduzir esses humildes registros!

Afinal de contas ainda estou em plena luta contra quaisquer sequelas do AVC.

Vou ter que adaptar minha rotina.  Meus exercícios.  Minha dieta.  Minha cabeça.

Mais um desafio grande, mas que não me deixo intimidar.  Mais uma vez encararei a adversidade com dignidade.

Cabeça erguida, cabelo novo, novas dúvidas, lá vou eu nesse misterioso caminho.

Pronto, falei!

8 de mar de 2012

Efeito dálmata - AVC

Há umas duas semanas reparei que minhas pernas estavam com mais hematomas que o normal, mais roxos, sem nenhum motivo aparente,

Me lembro que quando voltei a andar os roxos tomaram seu lugar nas minhas pernas.  Completamente compreensível à época, mas hoje não tem tanta razão para surgir. 

Quando voltei a andar, esbarrava sem muita cerimônia pelos obstáculos a minha frente.  Conclusão: pernas, coxas, todas marcadas dos encontrões acidentais com os móveis em minha casa. 

Por isso estranhei os roxos... Nada mudou para estar esbarrando mais, pelo contrário, venho melhorando progressivamente, conforme ganho mais habilidade ao andar.  Afinal de contas já fazem 4 meses desde quando resolvi deixar a minha bengala como objeto de decoração.

Pensei também na pegada da minha fisio, ao estimular meus movimentos.  Pensei assim: "Sou muito branquinha (até o porteiro me chama de "galeguinha"), sempre tive facilidade de ficar roxa. Vai ver que estou ultra-sensível!! (uiiiiii)".

Procurei padrões de dedos, mãos, nas minhas pernas, mas não tive sucesso.  Enquanto isso, mais roxos misteriosos surgiam. 

Até que deu um click.  Perguntei a minha neuro sobre a possibilidade desses roxos estarem sendo causados pelo meu anti-coagulante. 

Mais sangue retirado, e... batata!  Tenho que diminuir a dosagem!  Menos mal.  O sangue está fino demais, o que acarreta maior facilidade de ficar roxa!

Diminuí a dosagem.  Espero diminuir os hematomas!  Tem gente achando que eu deveria mandar a lei "Maria da Penha" pra valer! 

Ossos do ofício, ou seria "roxos do ofício"!

5 de mar de 2012

Tonteiras - AVC

Melhorei e muito das minhas tonteiras.

Não me sinto mais como uma passageira bêbada quando estou de carona.  Mas, às vezes, quando saio do carro ainda puxo para um dos lados.  Tenho certeza que isso melhorará em breve, assim como a sensação do carro.

Ainda não dirijo (por motivos de legislação conforme expliquei em DETRAN).  Paciência!  Já tive tanta, por que não continuar???

Vou andando e do nada "algo" me puxa para um dos lados...  Sim, tô achando até engraçado.  Quantas pessoas devem me olhar e achar que estou "bebinha" em pleno meio-dia?  Hahaha

De uma forma geral, estou muito menos tonta que antes.  O meu equilíbrio foi se reestabelecendo sem muito alarde.

Já consigo abaixar/levantar sem muita emoção!  Volta e meia vou mais devagar, porque não quero me surpreender!  Meu labirinto (não, não é do do Minotauro) está se recuperando!

Sim, também faço exercício para isso.  Acredite se quiser.  Tanto com a minha fisio, como também com a minha fono (há um tempo).

Muita coisa comprometida, que a gente nem faz idéia.

O mais impressionante de tudo é a recuperação silenciosa do nosso corpo.  Quando a gente menos espera, alguma função, antes comprometida, se recupera espontaneamente.  Muito sutilmente.

Só mesmo quem passa por isso para entender.  Difícil para tentar explicar as sensações.  É um peso, uma falta de habilidade, sei lá o que mais.  É difícil explicar, isso sim.

São tantas as emoções:

"São tantas já vividas
São momentos
Que eu não me esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui..
"

Só mesmo meu amigo Rei para explicar!