22 de mai de 2017

E com mais outro desafio!

Há um tempo não apareço por aqui, não que eu não tenha novidades, mas elas devem ser amadurecidas com o tempo, como qualquer outra coisa que desejamos.

Em outro post comentei que teria um novo desafio: correr.  Esse desafio que coloquei para mim mesma ficou congelado. Por um grande motivo: ODEIO correr. Eu sei que está na moda, que faz bem para o físico e para a mente, blábláblábláblá. Também sei que seria uma enorme desafio. Desde os meus AVCs, não corri nada além de uns poucos metros.  Se me empenhasse, sei que conseguiria correr até uma maratona se quisesse.

Mas resolvi tentar outra atividade que nunca tinha feito na vida, nem quando criança.  Entrei na aula de BALLET! Isso mesmo, Ballet! Com sapatilha, e todos o resto que acompanha a atividade.


Cerca de uma ano, fui muito incentivada por uma amiga, que também é aquela maravilhosa fonoaudióloga que cuidou de mim pós-AVC para que eu voltasse e engolir e a falar.  Me lembro que ela falava que eu tinha que tentar entrar numa aula de Ballet, que seria maravilhoso para mim, que a minha falta de equilíbrio iria melhorar, que a música faria um bem danado a minha alma, que a lateralidade (esquerda e direita) iria melhorar também, até da melhora física, da força, etc.  Uma infinidade de benefícios....

Mas eu não me achava capaz na época. Não teria força na minha perna afetada, que não conseguiria fazer a tal da meia-ponta que toda bailarina tem que fazer (não estou falando da ponta não!), que ficaria na sala que nem uma barata tonta pela falta de equilíbrio, e sei lá mais o quê!

E o tempo passou mais um pouco, até que duas amigas da academia me incentivaram e pediram para eu fazer uma aula experimental. E lá fui eu me desafiar mais uma vez!

Há 8 meses que faço aulas regularmente, duas ou três vezes na semana. Me apaixonei! <3
Foi difícil no início? FOI E É DIFÍCIL ATÉ HOJE
Continua sendo difícil depois desses oito meses? CONTINUA
Melhorei a força nos pés? MUITO
Melhorei a força nas pernas? DEMAIS
Melhorei o meu equilíbrio? MUITO
Ainda tenho o que melhorar? SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE

O que eu acho importante salientar aqui é que devemos manter o foco em nossa melhora.  Sem esse objetivo claro em nossa mente, ficaremos sempre a um passo atrás de nos desafiar a tentar e consequentemente de conseguir o que tanto queremos.

Hoje, quase 7 anos depois dos AVCs, posso dizer que estou quase lá...

Precisamos tentar sempre, ter em mente que o nosso objetivo primeiro é ficar boa/bom, melhor do que ontem, muito melhor que no ano passado, e assim por diante.


Dedico esse post às bailarinas que me incentivam diariamente, e em especial à professora Ale que me recebeu em suas aulas de braços abertos e que me desafia a cada aula, sempre pedindo para eu ir além!