16 de abr de 2012

A saga - AVC

Após uma curto e tenebroso "inverno", cá estou eu.

Dentro da normalidade do que estou passando, começo a semana melhor.  Depois de uns dias do me tratamento, é lógico que eu fiquei meio ressaqueada.

Afinal de contas, tantas drogas dentro do seu organismo alguma coisa deve acontecer... E contrariando minhas impressões anteriores: Sim, me senti mal.  Mas já passou.  Pelo menos no promeiro ciclo.

Estou sentindo falta dos meus exercícios.

Morro de medo de "enferrujar" o que foi "desenferrujado" nesses últimos meses.  Minhas articulações nas pernas dóem, como que pedindo atividade.

Essa semana, se tudo der certo, retornarei às minhas atividades de fisioterapia.  Não vejo a hora de colocar o meu corpo na sua atividade.  Há muito minhas atividades mudaram radicalmente por conta dos AVCs, e agora tenho que correr também atrás do "prejuízo", por conta da limitação que a quimio me dá.

Não, nada relaciona até esse momento a quimio aos AVCs.  Ainda estou em fase de rato de laboratório.  Estudada, pesquisada, revirada. 

Mais uma semana de exames na rede Sarah.  Já não bastasse os infinitos exames de sangue, que deixam meu braço esquerdo (o não comprometido) com cara de quem foi ao campo de concentração.  Mas meu otimismo ainda tá aqui, graças a Deus.  Isso é o que importa.

O resto a gente disfarça como dá.  Mangas, calça comprida, maquiagem, etc.  Uma infinidade de disfarces que estão ao nosso lado.

Minha preocupação tá no Sistema Nervoso Central.

Como ele foi diretamente afetado pelos AVCs, não quero que se compromentam de novo com as químicas a que venho sido submetida.

Tenho levado comigo os sábios conselhos da minha amiga "I", que repete incansavelmente que, antes de qualquer coisa, eu TENHO que respeitar os limites do meu corpo.

Dormir quando bater um soninho.  Não exigir muito do meu raciocínio, pois ficará naturalmente mais lento. 

Formigamento, fraqueza e adormecimento nas mãos e nos pés.  Sensação de mais frio que de costume.  Dor ao caminhar.  Fraqueza, aumento da sensibilidade, cansaço e dor muscular.  Sensação de perda do equilíbrio (tontura).  Dificuldades para pegar objetos ou abotoar-se a roupa.  Tremores.  Diminuição da audição.  Fadiga.  Confusão e problemas de memória.  Depressão.

Ou seja, TUDO que estava recuperando depois dos AVCs.  Tenho que achar a linha sutil entre a quimio e a reabilitação.

Como tudo na vida, tudo passa, tudo evolui.  Graças a Deus! 

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